Identidade em Movimento

Identidade em Movimento

movimento

A busca do conhecimento do Eu
Do compreender nossa persona
Leva a uma calmaria aparente já
Uma elaboração plena do Eu
Implica em torná-lo estático e
Daí poder ser racionalizado

Tal estatização aparenta paz
Traz a ilusão da completude
De um processo, e paz
Porém, essa é paz do mar
Dos ventos, dos oceanos
Da cachoeira, riachos e rios
Onde a aparente calmaria
Tem um intenso movimento
Interno, uma fúria e fome
Pelo movente e pelo novo

Eis que Éros faz seu percurso
A identidade do Eu se desfaz
Somos puras potencialidade
Potencialidade movente, não
Estatizante, o estático é uma
Ilusão criada para racionalizar
O que somos, e para não mais
Nos movemos na incerteza das
Infinitas potências a mover-se

A identidade caiu por Éros
Mas Éros se afastou, assim
Emerge um novo outro Eu
Movente e dinâmico em
Busca do exteriorizar as
Potencialidades internas
Mas cria-se uma guerra
Entre o Eu que fui e o Eu
Que ainda não sou

A serenidade é o assumir
Uma atitude de calmaria
Enquanto o movimento
As ondas dinamizando
O Eu em contínuo vir-a-ser
Mas efetivamente não sendo

A identidade abraça o movente
Mas almeja o estático, e sua
Ilusão de calmaria…

Por que é tão difícil abandonar
A ilusão da identidade do Eu?
Tal identidade gera sofrimento,
Pois alegria é movimento, é
Transcendência potencial em
Constante atualização

Após a cisão de um antigo Eu
O próprio corpo não é mais
O mesmo corpo, não age mais
Da mesma maneira no casulo
O casulo se foi, a identidade
Perdeu consistência, mas
Busca permanecer, e não
Transcender-se em Amor

O casulo, o estático, o antigo
Monastério se foi, mas não
Quer ir embora, ou melhor
Não quer se transformar
O Amor tem muitas formas
Pode ser Éros, Amizade,
Caridade, Romântico…
Estaria Éros ainda presente?
Estaria o Romântico em ato?
Será que o medo de ambos
Leva a uma busca do estático?

Ó, não sei, não sei de nada mais
Talvez querer conhecer o novo Eu
Ao invés de simplesmente movê-lo
É que o impede de vivenciar o Eu
Como Identidade em Movimento
Em puro expressar do potencial
Do Amor que somos, mesmo
Não plenamente frutificado

Escrita em: 17/09/2015
© 2015 Tiago De Lima Castro

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