Lá de volta outra vez (01/09/2015)

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Lá de volta outra vez (01/09/2015)

Estive um uma viagem longa, intensa, vertiginosa, angustiosa e extasiante

Não sai fora de lugar nenhum, como Agostinho mergulhei em minha alma

Numa espiral de memórias, dúvidas, incertezas, angústias, amor e paixões

Motivações foram escrutinadas, a Caixa de Pandora fora aberta e não mais

Se fechará, de onde emergem memórias trancafiadas, angustias, amores e

Mesmo alegrias foram trancadas hermeticamente com outras memórias

A Caixa se abriu e finalmente o espelho se ergueu, pois, para trancafiá-la

Muni-me de uma armadura de múltiplas barreiras para nada ali chegar

Para a chave guardada por outros sete cadeados fechados no coração

Jamais poder ser aberta, jamais poder emergir, jamais poder abrir…

Tais cadeados mostraram-se mais pesados que as dores a esquecer

Tal armadura de culpa, é muito mais pesada que qualquer erro cometido

Ó sublime viagem na qual desnudei-me dessa armadura contemplando

O vento do amor, em sua etérea harmonia e em seu sublime perfume

Libertando-me desta, lutei para abrir os cadeados, auxiliado por outros

Sejam amigos com quais desabafei, seja em conversas rápidas na família

Porem intensas no significado e na transcendência das preconcepções

Seja em sentimentos que brotaram, seja nas conversas durante o sono

Abrir tais cadeados exigiram expor-me aos demais, para expor-me a mim

Tais imersões necessitaram ser escritas para serem lidas pelos outros

O expor foi a tática de quebra, a escrita vertiginosa a técnica de elaboração

Sem preocupar-me em criar narrativas explicativas, mas sim externar afetos

Abri-los foi difícil, mas a cada cadeado, o coração ficara mais leve e regular

Conversas e palavras tive de dizer, algumas poderiam ter esperado mais…

Ora de retornar, desnudado de culpas, afinal, sou um homem e não um deus

Minhas ações reverberam nos demais, mas não a ponto de ter culpa por tudo

Vivo o ideal heroico, de usar minhas forças ao limite, mesmo que custe a vida

Mesmo no ideário cristão do herói, ver a si mesmo como algo a ser sacrificado

Por si mesmo, não… isso é passado… já vivi isso em épocas demais… tais atos

Tão praticados, precisam ser superados e finalmente transcendidos

Ó esforço de transcender uma identidade que eu mesmo criei e aprisionei-me

Ó tamanha alegria e êxtase sentir que ser não é estatizar o movente que sou

Amor e transcendência devem ser o fim no processo da relação com o próximo

Jamais o sacrifício de si deve ser a finalidade, mas talvez o meio em momentos

Lá de novo e outra vez retorno as minhas atividades de professor e pesquisador

Agora nutrido de sentir o Amor e o ser como transcendentes e daí extasiantes

Escrita em: 29/07/2015 – 01/09/2015

© 2015 Tiago De Lima Castro

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