O voo do pássaro (13/08/2015)

PeriquitoO voo do pássaro (13/08/2015)

Quando criança tive um pássaro
O qual tanto gostava de cantar
Porém, não suportava vê-lo
Numa gaiola sem jamais voar

Num gesto típico de criança
Pedi para minha mãe soltá-lo
Dizendo para ela se imaginar
Presa numa gaiola sem voar

Num dia de sublime alegria
A gaiola fora então aberta
Deu alguns voos e retornou
Nunca fora livre, tinha medo

A gaiola ficou sempre aberta
Com água e comida para ele
Que saia a voar aos poucos
Mas voltava para cantar a nós

Os voos foram ficando distantes
Cada vez menos ele aparecia
Quando o fazia, quanta alegria
De vê-lo cantar por amor agora

Até que na última visita alegre
Trouxe uma linda passarinha
Cantaram para nós e foram-se
Viver livres e muito felizes

Nunca mais o vi ou o esqueci
Pois saber que a liberdade o
Cativou e a natureza voltou
Traz a certeza do que fiz

Nesse dia aprendi a amar
Que amar é deixar voar
É deixar seguir e andar
E a liberdade cultivarei

Pessoas se aproximam
Deixando sua marca
Mas a amamos mesmo
Deixemos elas voarem

Estar junto não é uma gaiola
É compartilhar o mesmo voo
Se o outro almeja voo solo
Deixá-lo voar é prova de amor

Caminho num voo solitário
Sempre lembrando do meu
Pássaro, que voou, aonde?
Jamais saberei…

O coração sempre me diz
Que ele fora muito feliz
Então nunca se afastou
E esse amor me faz feliz

Escrita em: 13/08/2015

© 2015 Tiago De Lima Castro

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