Momento de Mudanças

Momento de Mudanças

Mudança… Oh tão temida palavra
A ilusão de tudo ser estático afasta
O ser em seu concreto movente
Assusta-nos e buscamos o estático

Mas eis que os tempos são chegados
Para abrir-se e abraçar a mobilidade
Saindo do acrisolamento justificado
Ilusório, porém bem fundamentado

Por que agora? Por que nesse instante?
Não mudar seria matar aquilo que sou
Seria sufocar tudo o que traz sentido
No modo que escolhi levar minha vida

Não mudar seria me deixar morrer
Caindo na estática conivência com
Aquilo que me tão fundo me afronta
Matando grande parte do que sou

Flertei com a conivência, devo dizer
A luta da sobrevivência quase cegou
E quase extirpou profundamente o
Coração e a visão do si mesmo

Há momentos em que fraquejámos
E quase nos reificamos, entretanto
Do coração vêm o impulso de lutar
Contra a profunda coisificação

Sem o Amor, manifesto em Amizade
Não teria força de buscar o movente
Oh Pascal, o Coração tem razões que
A própria Razão desconhece….

Perdoe-me por ser incapaz de aceitar
Tão gentil conselho Oh grande tutor
Quase esqueci da profunda verdade
Que expressou em seus Pensamentos

Oh o Amor… Oh a Amizade…
Perdoai-me por fugir de vós
Acrisolando-me num falso “eu”
Que nem o si mesmo acredita

Toda vez em que me arrisco
Mergulhando na incerteza,
Navegando pela intuição e
Pela paixão, algo se concretiza

Hora de mudanças, novas ares
Novos caminhos, novas trilhas
Abraçar a dúvida e incerteza
Este vai ser o próximo estigma

Escrita em: 26/06/2015

© 2015 Tiago de Lima Castro

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