Eleições 2012: É ruim haver tantos candidatos a vereador nestas eleições?

Sou morador do Grande ABC, na cidade de São Caetano, onde na eleição deste ano há muitos candidatos diferentes a vereador, os quais têm diferentes origens profissões, representam diferentes seguimentos da cidade. Esta situação não se prende somente a São Caetano, mas ocorre também nas demais cidades do ABC, e mesmo no Litoral Paulista, verifiquei a mesma situação há alguns dias atrás.
Na própria cidade de São Paulo, temos visto cada vez mais pessoas diferentes concorrendo aos cargos de vereadores, processo que começou a algumas eleições e tem se ampliado cada vez mais provavelmente por todo o país.
Em São Paulo há outro fato interessantíssimo, pois pela primeira vez não vemos uma eleição polarizado em dois candidatos, onde os demais fazem somente figuração no grande teatro público em que se concorre dois candidatos quase a moda de um faroeste. Pela primeira vez vemos uma eleição onde realmente existem mais de dois candidatos, não possibilitando mais aquela situação, digna de faroeste, onde somente dois candidatos disputando entre si.
Muitas pessoas talvez pensem que isso é negativo, mas precisamos lembrar que vivenciamos uma República Democrática somente após os anos 80, já que desde o fim do Segundo Império, não vivenciamos de maneira prática, tentativas democráticas, basta visitar a história do Brasil.
Somente após a década de 80 que temos vivenciado realmente a República Democrática, onde democraticamente escolhemos nossos representantes que efetivamente irão exercer o Governo. Mas, o fato de ser uma experiência extremamente recente faz com que não estejamos acostumados a pensar que na realidade, uma República Democrática implica em que qualquer um (e peço para não entender a expressão de maneira pejorativa) possa ser um representante. Ainda estávamos acostumados a ver no candidato uma aura de escolhido, de alguém fora da realidade do povo brasileiro.
Esta eleição mostra que estamos aprendendo que vivemos numa Republica Democrática, então qualquer um de nós pode ser candidato, o que não é estranho, é parte do processo. Precisamos aprender a ver essa quantidade de candidatos como uma efetivação da vivência em uma República Democrática. E talvez, possamos começar a pensar, se qualquer pessoa, literalmente falando, pode ser candidato, os quais são simplesmente pessoas normais sem aura de escolhidos e tudo mais, seria bom pensarmos bem em quem vamos votar…

© 2012 Tiago de Lima Castro

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